raiva inesperada

Depois da tempestade, uma raiva inesperada abala a tripulação e desperta uma força misteriosa. Elias apercebe-se de que certas emoções podem abrir caminhos... e fechar outros.

📖 Não leste os episódios anteriores? Para saber mais :

Quando a raiva desperta mais do que um relâmpago.

a calma que mente

A calma que tinha regressado era apenas uma fachada.
No convés do «Kymia», o ar ainda estava cheio de tensão, a tripulação sobrevivia mais do que vivia.

Elias Arcturus estava a analisar a bússola do Æther.
Desde a queda do raio, ela tinha-se tornado quase viva e a sua agulha hesitava, pulsando como um coração desorientado.

A raiva inesperada de Dário

A voz de Dário irrompeu atrás dele.

- “Já chega!”

Elias virou-se.
O marinheiro deu um passo em frente, tenso como uma corda pronta a rebentar, e algo nele tinha mudado.
A raiva inesperada, Era brutal, descontrolado, subindo como uma onda pesada.

Desde que acordou, Elias via as emoções como luzes. A raiva de Dário ardia como um fogo vermelho na noite. Então compreendeu o que estava a despedaçar o seu companheiro 

  • Ignorância e perda de controlo.

Duas coisas que podiam abalar até os espíritos mais fortes e orgulhosos.

A reação da bússola

Elias tentou acalmar a tempestade humana.

- “Dário. Ouve-me.”

Mas a bússola reagiu antes dele.

Ela tornou-se ardente, vibrante, viva... e depois

- BANG!

A agulha salta para leste.
Dário gritou e caiu de joelhos, com as mãos nas têmporas.

Um brilho vermelho - intenso, quase vivo - afastou-se dele e disparou em direção ao horizonte.
O próprio mar parecia suster a respiração.

Um sinal vindo de outro lugar

Dário estava a tremer.

- “Elias... o que é que me está a acontecer?”

Elias agachou-se ao lado dele.

- “Não foste tu.”
- “E depois?!”

A bússola ainda estava a vibrar na sua mão.

- “Foi uma resposta.”
- “Uma resposta a quê?!”

Elias olhou para o leste, e uma intuição fria tomou conta dele. Algo ali tinha reagido a esta raiva inesperada, como se a emoção humana tivesse encontrado um eco no mundo.

- “A algo que te ouviu, Dário”.”

E, numa voz mais sombria :
- “E que também me ouviu”.”

o oriente abre-se

Um vento repentino levantou-se e, de repente, as velas viraram-se para leste, sem lógica, sem ordem.
A Kymia inclinou-se e começou a desviar-se nessa direção, como se fosse empurrada por uma mão invisível.

Elias endireitou-se, apercebendo-se de que o caminho tinha acabado de ser escolhido... mas não por ele.

- Já não temos escolha.“

A bússola pulsou uma última vez, o vermelho tinha falado.
A estrada para leste estava a abrir-se.

🌈 Conclusão

Esta raiva inesperada, que perturbou Dário e abriu o caminho para o Oriente, revela a Elias a primeira lei da sua viagem:

  • as emoções extremas nunca estão isoladas.
  • Criam ressonâncias, desencadeiam reacções e, por vezes, activam forças insuspeitas.

Na vida real, estas dinâmicas emocionais encontram um eco claro no Método AEC DISC. Isto ajuda-nos a compreender por que razão certas personalidades reagem mais fortemente à incerteza, à perda de controlo ou a situações intensas.

A saga Exploração em Cores não é apenas uma história:
é uma metáfora do nosso funcionamento, das nossas cores e dos nossos próprios “horizontes interiores”.

Para explorar a sua - ou a da sua equipa - posso ajudá-lo com a Método AEC DISC.

- Exploração em cores 🌈🧭

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